O papel do empresariado na formação do estudante de logística

Por Anderson da Silva de Carvalho - Diretor Coordenador da Asevila

O Estado do Espírito Santo tem um grande potencial logístico, destacando-se pela integração de diversos modais de transporte com os demais Estados do Sudeste. Entre as áreas de maior expressão em terras capixabas estão a portuária e o comércio exterior, pautadas, entre outras demandas, pela exportação de minério de ferro, celulose e mármore e granito.

Para impulsionar o setor logístico e, consequentemente, desenvolver ainda mais o Espírito Santo, muito se fala em investimento nos meios de transporte aéreo, marítimo e rodoviário, o que é, de fato, extremamente importante. Porém, existe um aspecto também fundamental e que tem ganhado espaço nos últimos tempos: a qualificação de profissionais para atuar na área de logística.

Com a entrada do Espírito Santo na rota do desenvolvimento, nos últimos anos, cresceu a oferta de cursos voltados para o estudo da logística, sejam eles de nível técnico, superior ou pós-graduações latu sensu e strictu sensu. Esse cenário de aprendizado, certamente, é imprescindível para que se possa colocar no mercado profissionais capacitados para exercer suas funções.


Também é importante destacar que a oferta desses cursos não deve se limitar a atribuições do poder público. Cabe também às empresas, enquanto personagens socialmente responsáveis, dar a sua parcela de contribuição nessa formação. Entre as ferramentas que podem utilizar para isso está o ensino prático e a preparação dos jovens, antes mesmo de se formarem, por meio da oportunidade de trabalho e estágio.

Uma bem-sucedida experiência nessa área está no Projeto Aprendendo Logística, desenvolvido pela Associação dos Empresários de Vila Velha em parceria com as empresas Vila Porto, Rodosol, Hiper Export e TVV Login. Graças à iniciativa, 10 estudantes do curso técnico em logística e do ensino médio integrado em logística de escolas municipais de Vila Velha estão tendo a possibilidade de estagiar durante um ano na sua área de estudo, ficando três meses em cada uma das empresas parceiras.

Esse tipo de capacitação é boa para o jovem, que aprende na prática o que vê na escola, mas principalmente para a empresa que, entre outras vantagens, pode reduzir, no futuro, eventuais dificuldades na contratação de profissionais. Afinal, além de ganhar experiência, o estudante pode vir a se adaptar ao perfil da empresa e criar uma identidade profissional que atenderá às necessidades de mão-de-obra que venham a surgir.

Em outras palavras, abrir as portas das empresas para os estudantes hoje é preparar o mercado de trabalho de amanhã.

http://www.folhavitoria.com.br/economia/noticia/2012/01/o-papel-do-empresariado-na-formacao-do-estudante-de-logistica.html


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