Porto da Nisibra deve gerar mais de dois mil empregos

O grupo Nisibra está com um projeto de construção de um porto no município de Vila Velha (ES). A previsão é que o empreendimento gere mais de dois mil empregos diretos e indiretos, quando da sua capacidade total. De acordo com o consultor da Nisibra, do Grupo Otto Andrade, Walter Inglez, o projeto já tem cerca de três anos e conta com a aprovação dos órgãos competentes e da própria comunidade no entorno. O custo previsto para o projeto inicial está avaliação em R$ 100 milhões. Mas o projeto poderá ser alterado. Existe a possibilidade de a construção ser de menor porte e, com isso, o valor poderá mudar.

Walter Inglez, ex-capitão dos portos no Espírito Santo, observou que o projeto do novo porto deverá alterar a movimentação de veículos, na região, mas não chegará, nem perto, ao movimento registrado nos portos de Capuaba e TVV (Log In, Vale). "Aqui, será para apoio offshore, a movimentação de cargas será basicamente pelo mar. A forma de controle e circuito foram estudados. Tudo discutido com os órgãos governamentais e comunidade, em processos de licenciamentos e audiências públicas".

A questão da movimentação de caminhões, base do protesto de alguns segmentos sociais, foi rebatida pelo capitão Inglêz. "Já na primeira etapa, estudos apontaram que o volume de tráfego seria um caminhão a cada meia hora e isso seria o pior impacto na comunidade".

Movimentos sociais participaram de audiências públicas e a maioria é favorável ao desenvolvimento que haverá na região. Segundo o consultor da Nisibra, "aqui não existe potencial turístico, o empreendimento não é impactante e tem a ver com a vocação do estado. A idéia é desenvolver o conceito de porto indústria, além da capacitação da mão de obra da região. Esta é a vocação natural do grupo, que é capixaba. Isso desperta o interesse das comunidades".

Quem também está favorável ao porto da Nisibra é o presidente da Associação Comercial e Industrial de Profissionais Liberais da Glória (Uniglória), Aureo Faé.

Segundo ele, inicialmente a Uniglória foi contra o projeto por causa da  preocupação com o trânsito e chegou a participar da manifestação, mas depois a questão foi esclarecida. "Claro que haverá movimentação de caminhões, mas o projeto cria vias e não haverá interferência nas confecções (pólo de confecções local)". Faé disse que tem informação de que algumas empresas irão se instalar na região, o que vai trazer benefícios para o comércio.

"Como morador da Glória (bairro) não vejo problema. A preocupação com poluição, por parte de algumas pessoas, já está solucionada no projeto. Além disso, haverá compensação, como a geração de emprego e renda e impostos a serem gerados para o município".

Projeto
O Complexo Portuário Nisibra vai ocupar uma área de estuário abrigada de ventos e correntes marítimas, na entrada da Baía de Vitória. O projeto foi dividido em três etapas.

Na primeira fase do projeto, a empresa pretende oferecer um terminal multiuso para granéis sólidos, carga geral e abastecimento de plataformas de óleo e gás. O comprimento do Cais deverá ser de 320 m, com área total 110.000 m2, calado de 12 metros e armazém coberto 10.000 m².

Na segunda fase, está previsto cais com comprimento de 260 m, ocupando área total 40.000 m2 e calado de 12 metros. Nesta etapa, a Nisibra pretende a construção de supply boats, de pequenas embarcações e de módulos para plataformas de óleo e gás. Além disso, manutenção geral de Supply Boats para a indústria de óleo e gás.

Na terceira fase, o comprimento do cais deverá chegar a 260m, com área total 20.000 m2 e calado de 12m. Os serviços a serem prestados são: construção de supply boats, de pequenas embarcações, módulos para plataformas de óleo e gás e manutenção geral de Supply Boats para a indústria de óleo e gás.


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