BR 262: obras poderão começar em 2014

 


Adequação de trecho de 52 quilômetros, de Viana ao distrito de Victor Hugo, em Domingos Martins, deverá ser feita com recursos do PAC, antes da concessão

Estudo que definirá pedágio e duplicação sai em 150 dias.


Os estudos de viabilidade autorizados pelo Ministério dos Transportes para a concessão da BR 262 à iniciativa privada deverão ser concluídos no prazo de 150 dias. Com isso, a previsão é de que, no início de 2014, a gestão do trecho que vai do Espírito Santo a Minas Gerais já estará nas mãos da empresa que vencer o leilão.

O anúncio da inclusão da rodovia no pacote de concessões pretendido pelo governo será feito na próxima quarta-feira.

O governo quer passar à iniciativa privada a rodovia na sua integralidade, do Espírito Santo a Mato Grosso do Sul. Mas, para a concessão, a 262 será dividida em vários lotes. Um deles é o trecho que vai de Vitória a Belo Horizonte ou de Vitória a João Monlevade. Vai prevalecer o trecho que representar maior viabilidade.

Se o estudo indicar que o lote a ser concedido será o trecho de Vitória a Belo Horizonte, não haverá problema, porque na concessão da 381 está previsto o trecho que liga Governa dor Valadares a João Monlevade e a Belo Horizonte.

No Espírito Santo, o trecho da BR 262 tem 181 quilômetros. No caso da concessão, o trecho começara a contar a partir do km 15, onde está o posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O trecho que vai do trevo da Ceasa até a PRF está na concessão da BR 101.

A BR 262, explica o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit -ES), Halpher Luiggi, começa na cabeça da segunda ponte, em Vitória. Os trechos urbanos na rodovia no município de Cariacia, se forem municipalizados, estarão fora da concessão.

Os estudos que serão feitos pela empresa Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP) indicarão o valor teto da tarifa, o número e a localização das praças de pedágio e quais trechos da rodovia deverão ser duplicados.

A adequação de capacidade do trecho de 52 quilômetros, de Viana ao distrito de Victor Hugo, em Domingos Martins, deverá mesmo ser feita com recursos do PAC, antes da concessão. O Dnit está concluindo a elaboração do projeto e a contratação da obra deverá ocorrer até o final do ano. O custo previsto é de RS 300 milhões.

Os estudos é que indicarão se haverá necessidade de duplicação de todo o trecho da rodovia. Na avaliação de Luiggi, que conhece bem a 262, não há tráfego suficiente para garantir a duplicação de toda a extensão da estrada que corta o Espírito Santo. Segundo ele, há trechos que, realmente, precisam ser duplicados, mas ele preferiu não citar quais.

"O que é preciso é fazer um sistema multivias, em toda a rodovia", explica, Com o sistema multivias, a rodovia tem três faixas sempre, podendo chegar a quatro faixas em alguns trechos. De Vitória até Victor Hugo, a rodovia, garante, "está saturada".

A travessia de Viana, de Marechal Floriano, de Venda Nova do Imigrante e de Ibatiba são trechos considerados de alto risco. O estudo deverá apontar a solução para reduzir os riscos nesses trechos. Uma das alternativas seria retirar a estrada do centro dessas cidades, como ocorrerá em Iconha, onde a concessionária da BR 101 construirá um contorno para tirar a rodovia da cidade.


Etapas a serem vencidas

Estudos de viabilidade técnica e econômica - 150 dias
Realização de audiências públicas no Espírito Santo e em Minas Gerais
Encaminhamento dos estudos para o Tribunal de Contas da União (TCU) para análise
Lançamento do edital
Realização do leilão


Comentário

  • Nome Completo:
    Email:
    Digite aqui seu Comentário:
    Enviar
Espírito Santo em Ação © Copyright 2009, Asevila

Av. Luciano das Neves, 209, Edf. Dom Estevam, sala 506, Centro, Vila Velha - ES
CEP: 29.100-201 / CNPJ: 09.238.172/0001-72