Privatização da BR-262 não garante duplicação de rodovia no Espírito Santo

 

Na semana passada, a presidente da República, Dilma Roussef, anunciou a inclusão da BR-262, que corta o Espírito Santo, e a construção da ferrovia Vitória-Rio dentro do plano de privatizações previsto para o país para os próximos cinco anos. A tão esperada duplicação da BR-262, no entanto, ainda não está garantida. De acordo com o secretário estadual de Transporte, Fábio Damasceno, a decisão só será tomada após a conclusão do estudo que irá definir quais são as melhorias que o trecho que vai de Viana até a divisa com Minas Gerais serão realizadas.

Folha Vitória: Qual a avaliação que o senhor faz da inclusão dessas duas obras para o Espírito Santo?

Fábio Damasceno: É uma avaliação positiva. O governo federal começa a resolver o problema de atraso na infraestrutura que o Estado tem, atraso causado pela própria União. Vamos começar a ter os investimentos que precisamos. A ferrovia e as melhorias na BR-262 ajudam também a melhorar a circulação interna aqui no Estado, o que vai garantir uma melhor qualidade de vida para o capixaba.

FV: A presidente Dilma deu prazo de cinco anos para que algumas obras fiquem prontas. Esse é o prazo para as duas aqui no Espírito Santo também?

FD: Na verdade é preciso fazer uma avaliação do projeto. Mas o mais importante é que se tenha uma meta, vontade de fazer o mais rápido possível. Não podemos esperar 25 anos para que essas obras fiquem prontas. A expectativa é que elas ocorram no menor espaço de tempo.

FV: Já existe uma definição de quanto essas obras vão custar?

FD: Ainda não tem uma previsão porque os projetos ainda não foram fechados.

FV: Já está definido que a BR-262 irá ser duplicada com a privatização?

FD: Não. Ainda será feito um estudo que irá apontar se haverá a duplicação de Viana até Minas Gerais. Nosso desejo é que se duplique todo o trecho, mas ainda é necessário fazer a avaliação do projeto para vê como é que fica.

FV: Que garantias o Estado tem de que essas obras sairão do papel e não serão como outras que já foram prometidas pela União, mas que ainda nem foram iniciadas?

FD: O risco sempre vai ter, mas estamos torcendo para que essas obras sejam realizadas no menor tempo possível.




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