Navios de cruzeiros vão atracar na Prainha


Local também vai contar com quadra de esportes, museu, restaurantes e a volta do bondinho
Daniella Zanotti | dzanotti@redegazeta.com.br


O Parque da Prainha, em Vila Velha, vai ganhar um píer para receber navios de cruzeiros, quadra de esportes, museu, restaurantes, esculturas em bronze, centro de apoio para romeiros e ainda a volta do bondinho, que será reformado e deverá circular novamente na região.

Foto: Vitor Jubini

A construção de um píer é fundamental para os pescadores e o turismo na região. A opinião é do representante comercial e pescador Mauro César, de 55 anos. "O local está abandonado. Há usuários de drogas e sexo explícito durante a tarde no local", diz



As mudanças serão contempladas em um projeto de revitalização do local, encomendado pelo governo do Estado. O investimento será de R$ 35 milhões. Responsável pelo projeto, o arquiteto Sandro Pretti prevê uma marina pública, onde inclusive navios de guerra da Marinha poderão atracar para visitação.


"O objetivo é transformar a Prainha em um polo turístico-gastronômico, em que será possível comprar os peixes e, ao mesmo tempo, saborear o prato em restaurantes. A proposta é reformar o prédio da cooperativa de pescadores e instalar restaurantes no segundo andar, que hoje está inutilizado", explica.


Ainda na proposta consta um abrigo para embarcações de transporte de passageiros para o sistema de aquaviário e esculturas em bronze na chamada "Praça Cívica". Artistas serão convidados para fazer obras da altura real de personagens que fizeram parte da colonização do Estado, como Vasco Fernandes Coutinho e Luíza Grimaldi.


A reconstrução vai dar prioridade à histórica Igreja do Rosário. "A ideia é não ter nenhum obstáculo que impeça a visão para o templo", diz Pretti. Ele acrescenta que o projeto está sendo pensado há quatro anos e que várias entidades foram ouvidas para a elaboração.


As reuniões com a Prefeitura de Vila Velha e com os pescadores devem ocorrer ainda nesta semana. Já os moradores serão consultados na semana que vem. O governo apontou que o projeto executivo está em fase preliminar.


Moradores querem ser ouvidos


A Associação de Moradores da Prainha quer conhecer e opinar sobre o projeto de reconstrução da região. O presidente da entidade, Wolmar Médice Junior, diz que é preciso diálogo e cautela para a execução de obras no local, já que se trata de um sítio histórico.


O representante concorda com o píer para atracar cruzeiros, que poderá fortalecer o turismo do município, além da volta das barcas, que é um desejo da população.

"Isso pode aliviar o trânsito e movimentar a região, hoje mais frequentada por usuários de drogas." Wolmar diz que a associação deve ser consultada, do contrário vai barrar o projeto com ação no Ministério Público Estadual.


Propostas anteriores para revitalização da Prainha já foram alvo de críticas. Uma delas, de 2007, previa a construção de duas torres de vidro que mudariam de cor, conforme a iluminação. Na ocasião, elas foram apelidadas de "torres gêmeas".


Fonte: A Gazeta


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