Superporto: Vila Velha é a escolhida para receber obra



Abdo Filho e Rita Bridi

Foto: Carlos Alberto Silva


Trecho entre Ponta da Fruta e Interlagos, em Vila Velha: área foi apontada pela DTA como a mais viável para abrigar o aguardado porto de águas profunda.

O estudo encomendado à DTA Engenharia pela Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) para apontar o local para a construção do porto de águas profundas indicou a região entre Interlagos e Ponta Fruta, em Vila Velha, como a melhor opção. O relatório final da DTA confirma a informação antecipada por A GAZETA em dezembro do ano passado, que apontava a área de Vila Velha como a de maior viabilidade técnica.



O projeto conceitual e o plano de viabilidade técnica, econômica, social e ambiental já estão prontos. Falta apenas o anúncio oficial, que só não foi feito ainda por questões políticas de Brasília. O anúncio da localização do superporto deverá ser feito pela presidente Dilma Rousseff ou pelo ministro dos Portos, Leônidas Cristino.



A visita dela - a primeira desde que assumiu o governo - deverá ocorrer na terceira semana de outubro, entre os dias 14 e 18. As datas ainda não estão confirmadas. Além do anúncio do superporto, Dilma deverá inaugurar as obras de ampliação do cais do Porto de Vitória, concluídas em julho último, e o Contorno de Vitória.



Estão previstas ainda a assinatura da ordem de serviço do Contorno do Mestre Álvaro e a inauguração da unidade do Instituto Federal de Educação (Ifes) de Cariacica.



Expectativa

A expectativa para o anúncio do superporto é grande, já que a notícia é esperada desde o final do ano passado. O novo porto de cargas gerais e de contêineres deverá iniciar as operações em 2020. Quando pronto, vai eliminar um dos grandes gargalos estruturais capixabas. Vila Velha é tida como a melhor opção porque, embora esteja inserida na Região da Grande Vitória, ainda tem área suficiente para a construção de uma retroárea condizente.


Serão 10 milhões de metros quadrados com uma plataforma logística do porte que se planeja construir, e sem os entraves de se estar dentro de um centro urbano. Além disso, o local escolhido permite a entrada de navios com até 25 metros de calado, ou seja, os maiores do mundo, sem a necessidade de dragagem e derrocagem, o que contribui para reduzir o custo da obra.



O investimento inicial deve ficar na casa dos R$ 4 bilhões, e o aporte será feito pelo governo federal. A ideia é que o poder público faça o molhe e os primeiros berços de atracação, o restante da estrutura ficará por conta das empresas que utilizarão os serviços ofertados pelo novo terminal.



O porto de águas profundas seguirá o modelo de plataforma logística, acolhendo as empresas - de qualquer tipo e com qualquer carga - dentro de sua área e fornecendo serviços como armazenagem e transporte. Já está definido que o novo complexo será operado por uma empresa privada.



A ideia é construir um terminal voltado para a movimentação de contêineres e carga geral dentro do conceito do porto-indústria. O modelo de acordo com os estudos poderia incluir indústria de montagem, contemplando os segmentos de petróleo e automóveis.



China

Enquanto 2020 não chega e o superporto ainda continua no papel, resta lamentar a situação brasileira e observar o que está sendo feito no resto do mundo. Ontem, a comitiva da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), com 30 empresários capixabas, visitou o sétimo maior porto da China, o Guangzhou South China Oceangate Container Terminal (GOTC).



Inaugurado em junho de 2006, o complexo movimentou, em 2012, 4,3 milhões de TEUs (o equivalente a um contêiner de 20 pés). Em todo o Brasil, no ano passado, foram 8,186 milhões de TEUs.


"Um só porto chinês movimenta mais de 50% da carga de contêineres do Brasil. É um negócio absurdo. O setor produtivo brasileiro vê-se prejudicado frontalmente por uma situação que complica nossa logística, encarece nossa produção e nos tira competitividade mundo afora", reclamou o presidente da Findes, Marcos Guerra.

 

Fonte: Gazeta On Line



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